segunda-feira, 26 de maio de 2014

VOLTANDO Á FALAR DE "PANELINHAS"

 Quando um médium descobre sua mediunidade e decide depois de algum tempo entrar para um terreiro,centro,ilê,enfim,quando começa á fazer parte do corpo mediúnico de uma casa,na maioria das vezes, chega cheio de gás,empolgação, muitas expectativas e uma vontade gigantesca de desenvolver sua mediunidade, incorporar seus guias,ajudar em trabalhos espirituais ou não e se aproximar do aprendizado mediúnico.
Ele,espera ansiosamente pelo seu primeiro gira na casa, ansioso por aquele momento tão especial da sua vida,chega ao terreiro animadíssimo,motivadíssimo, prestativo, querendo ajudar á todos, procura entrosar-se com uns, puxa assunto com outros, conta de sua vida, suas experiências anteriores (boas e ruins) na umbanda e do quanto está feliz de participar do terreiro,mostra-se “disponível “ prá tudo e prá todos e em pouco tempo de permanência e com a enorme facilidade das redes sociais, já tem amizade com quase todos da casa e já encontrou irmãos com afinidades e se encaixou numa das “panelas” do terreiro.Segue minha concepção geral de sub-grupo(panela):
São panelas os grupos de pessoas que interagem apenas entre sí,abdicando da interação do grupo total para se dedicar aos poucos amigos...


Existe,dentro de qualquer terreiro, “panela” de dois, de três, de poucos ou muitos irmãos, que passam a relacionar-se com mais frequência que somente os cultos semanais – ligam uns aos outros para saber novidades do terreiro,para saber quais linhas serão trabalhadas na próxima gira, um dá carona para o outro e aproveita para tomar um café, depois da gira vão comer uma pizza, fazem juntos alguns programas, um vai na casa do outro ajudar na limpeza de sua casa,etc, tudo girando em torno da afinidade inicial de todos: a umbanda!

Mas a linha que separa os interesses gerais de umbanda e do desenvolvimento mediúnico para assuntos particulares dos irmãos do terreiro é muito tênue e sutil, e as conversas passam facilmente dos procedimentos umbandistas para os comportamentos errados (ou não) dos outros irmãos, aqueles que não estão na “panela”,pronto! Isso já virou fofoca, que normalmente vem acompanhada de inveja, ciúme, vaidade, orgulho e maldade... e começam as famosas “rivalidades” entre irmãos de um mesmo terreiro!
Enquanto isso a motivação inicial que levou aquele médium ao terreiro (desenvolver sua mediunidade para ter um contato maior com sua espiritualidade) , ficou esquecida ou perdida nas futilidades que aparecem longe dos ouvidos do terreiro...
 O médium deveria limitar-se,em hora de culto, á  olhar para a frente,preferencialmente fixar-se no alto do altar, porém grande parte de médiuns  insiste em olhar para os lados e bisbilhotar  as falhas dos irmãos, apontando com seu dedo humano o espelho dos próprios defeitos que vê nos outros... 
Todos ou quase todos os membros acabam se esquecendo de que, pisar semanalmente num solo sagrado,preparado e participar de um gira não significa que ninguém se santificou, ou está 100% com sua religião ou com seu terreiro;como sempre digo aqui em casa: “Isto é o mínimo que um praticante faz”;vestir o branco por fora não reflete necessariamente essa cor em seu interior, simplesmente incorporar um guia não garante incorporar seus valores, ser médium umbandista não dá méritos á ninguém,isso é a nossa devoção e só!
Ser umbandista,frequentador de um terreiro é ter consciência de que, onde há seres humanos, há falhas ,assim é no seu trabalho, com seus amigos, no seu casamento, na sua família e assim é dentro de um terreiro.
Antes de apontar os erros alheios, enumere e conserte os seus,antes de cobrar a melhora e a mudança de um irmão, faça a sua reforma íntima,antes de se julgar pronto e preparado para o sacerdócio,certifique-se que não mais comete erros de principiantes na religião...
Quem é você para olhar para o lado e acusar um irmão de ser tão humano e falho quanto você?
E se os defeitos dos seus irmãos lhe são tão insuportáveis... procure outro terreiro com médiuns menos humanos e mais divinos, onde você possa se concentrar em seu desenvolvimento, sem se distrair com as limitações humanas ao seu lado.
Que bom se todos sempre se lembrassem que ao fazer  parte de um terreiro de umbanda,temos que mostrar uma conduta condizente com a filosofia da religião,ou seja não se achar melhor,mais ou superior á ninguém,porém jamais dizendo “desta água não beberei e não causarei determinados problemas á casa” ou o que é pior: Não farei parte de panela alguma...
Esta constituição de sub-grupos (panelas) dentro de um terreiro,normalmente organizados pelos(as) hipócritas da corrente, devem ser coibidos, pois são essas atitudes, inicialmente pequenas, que muitas vezes derrubam um terreiro,não se trata de exigir a perfeição e não permitir laços de amizade entre irmãos,pois como sabemos as amizades são da natureza humana, mas se trata sim de tentar chegar o mais próximo possível de eliminarmos as intrigas,maledicências e fofocas dentro da esfera do terreiro.
Penso que a verdadeira amizade que deveria existir dentro de um terreiro não deveria ser tão externada para fora dos limites do gira e sim ,ser demonstrada nas pequenas coisas,nos pequenos gestos,pois de que adianta tantos programas ,eventos,passeios fora do terreiro e quando um irmão cresce mais que o outro dentro da hierarquia da casa,este desperta inveja e outros sentimentos em seus “grandes amigos” de panela?
 Observo dentro de minha casa, as inúmeras formas de relação que existem dentro do terreiro e eu como médium responsável pela casa,tenho que harmonizar as pessoas de modo á estarem bem dentro da religião e da casa,porém não concordo com a proliferação de sub-grupos em hipótese alguma em um terreiro,pelo contrário abomino isso.
Para mim demonstrar amizade á um irmão de santo vai muito além de formarem uma panela,passearem juntos,almoçarem e se divertirem juntos,para mim,não adianta algum médium vir me dizer que está sedento por fazer caridade e participar de trabalhos caritativos e tratar de forma diferente membros que não façam parte de sua teia ou rede,não adianta vir me dizer que adora auxiliar o próximo seja consulente ou visitante e tratar com repúdio membros novos que acabaram de entrar na casa e ainda não fazem parte de panela nenhuma...

Devemos nos lembrar que quando falamos: “Auxiliar o próximo” não devemos nos referir somente á quem nos procura para um passe ou atendimento ,estamos falando também daquele médium novo,diferente,distante etc...


Penso que os organizadores e mentores de sub-grupos(panelas),antes de recrutar pessoas e trazê-las para sí,deveriam se preparar melhor para sua futura vida sacerdotal,já que estão tendo a oportunidade de lidarem com inúmeras situações que irão vivenciar no futuro,porém agora independem de suas decisões,deveriam ser mais amigos dos novos e terem a humildade de sempre se lembrarem que um dia,anos atrás, também foram novos de terreiro e de religião né?


Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está se sentindo bem no terreiro?

Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está entendendo as lições que você já domina?
Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está conseguindo superar suas dúvidas e temores?
Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está tomando amor pela umbanda?
Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está usando um banheiro limpo e cheiroso?

Se fizer muito tempo que você não se faz estas perguntas,você ainda não está apto á lidar com seres humanos e muito menos coordenar os trabalhos de uma casa de caridade,pois não consegue ainda nem ser solidário com os irmãos de estrada,quer apenas recrutá-los, passar por bonzinho para num futuro tentar persuadí-los á abandonarem a casa que os iniciou e migrarem para á sua casa...


Muitos médiuns vão torcer o nariz,me criticar,xingar,etc,mas falo a verdade mesmo,vão dizer que não fazem por mal,que não é esta a intenção,etc...

Mas volto á dizer, estender a mão e praticar a caridade não é somente á consulentes,ao invés de se fazer de bonzinho,fomentando fofocas dentro do terreiro,diga uma palavra amiga á algum irmão mais novo,isso tem mais valor...,aquele comentário:"você não está só"vale muito,sempre! 
São pequenas atitudes de amizade sincera que fortalecem os laços entre irmãos e não passeios,almoços e jantares,churrascos etc...
 Lembrem-se que o comportamento confiável e digno começa sempre pelos mais velhos de terreiro...

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TUOD Tenda de Umbanda Ogum Delê

quarta-feira, 7 de maio de 2014

CAMBONES,CAMBONOS SEMPRE AJUDANDO!

Quem frequenta nossas giras apenas como assistência, ou quem está iniciando seus trabalhos dentro de nosso,ou qualquer outro terreiro de umbanda, em geral não tem conhecimento do cabedal de fundamentos que alicerçam a segurança do que parece ser “apenas” mais um culto, no dia a dia do calendário do nosso terreiro, desconhecem que por traz do ritual aparentemente repetitivo, cada dia é único e é o resultado de um combate contra as trevas, e na manutenção do equilíbrio, nas vibrações elevadas, na correção de energias inadequadas ou mal trabalhadas que advém de cada um, oriundas das lutas e rotinas diárias, ao se conectar com este mundo de provas,tentações e expiações.
 As pessoas não têm idéia que um terreiro de umbanda se transforma num dínamo energizado, cuja função é pulverizar todas as vibrações menos boas, todos os pensamentos impuros, todas as intenções rancorosas, todos estes miasmas que grudam como lama nos perispíritos dos encarnados quando não conseguem a manutenção da conexão com o astral.



Entre a riqueza de conceitos que permeiam a religião umbandista, se encontram os cambonos ou cambones que passam desapercebidos, e que na maioria das vezes são médiuns em desenvolvimento, se preparando na maioria das vezes para migrarem para a corrente, que ali estão para aprender com as entidades, ou médiuns que não incorporam, mas qualquer cambono é muito importante na sustentação da corrente da casa, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.

O Cambono ou Cambone, é o médium que participa nas giras de assistências como auxiliar dos guias e entidades em geral em terra, podendo ser designado na hora dos trabalhos, pelo primeiro cambono, pelo guia chefe ou pelo Pai/Mãe da casa.
O termo cambone ou cambono é muito antigo e existe desde antes da anunciação da umbanda e já era consagrado para definir um cargo auxiliar importante dentro dos culto-afros, sendo, posteriormente absorvido pelos umbandistas para definir os obreiros que auxiliam os guias espirituais nos trabalhos mediúnicos,anotam seus recados e repassam seus ensinamentos e informações á todos.
O Cambono precisa conhecer a mediunidade e participa de toda a informação como os outros médiuns e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade, deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho, não pode ter qualquer tipo de preconceito,até pois nenhum médium está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça da lei do merecimento de cada um, e nunca,jamais deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa,sendo este comportamento obrigatório e severamente punível se descumprido em nossa casa.

É importante a conscientização do cambone em aproveitar todas as oportunidades de reflexão e crescimento e aprendizado pois acompanhando diversos atendimentos,tendo um contato com os guias da casa maior que os demais e sempre pensando naquilo que também lhe diz respeito, obterá muitas reflexões produtivas ao seu crescimento espiritual.



O Cambono tem ainda como responsabilidade, cuidar dos apetrechos do guia chefe, buscando garantir a organização dos objetos e a conservação e limpeza do ambiente (uso de cinzeiros, copos, etc) bem como guardando nos lugares corretos os objetos emprestados pela casa, (pemba, prancheta, etc).
Outra responsabilidade sua, é a anotação, bem legível, e correta das orientações do guia, bem como do material que for solicitado.
 Deve sempre manifestar boa vontade, bom humor, disponibilidade em ajudar e resolver os problemas ao redor, além de exercer sempre a caridade com humildade, nas palavras, e nos atos, a função de cambono é uma grande oportunidade de crescimento espiritual e deve ser aproveitado, pois o aprendizado irá enrijecer o caráter, melhorar seu padrão magnético e vibratório e permitir que mantenha as vibrações equilibradas e fortes, evitando assim a quebra da corrente fluídica.


Dentro da doutrina utilizada em nosso terreiro,caso algum cambone comece á sentir fluídos vibracionais e presença de entidades,ele abandona sua condição de cambone e transfere-se para a corrente mediúnica,sendo respeitada sua vontade em relação á esta mudança!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

TERREIRO,LUGAR DE BARGANHA?

À você médium ou consulente,minha cotidiana pergunta: O que te levou á um terreiro?,ou O que te trouxe á um terreiro?; talvez a perda de um amor, uma crise conjugal, aquele trabalho que não está bem ou um desemprego, aquele problema de saúde que médico nenhum descobre o que é, enfim  existem  tantos e tantos motivos que levam uma pessoa á ir em uma casa religiosa, desde os mais grandiosos e sublimes, que seriam,por exemplo, uma reforma íntima, uma evangelização, até os mais fúteis como a conquista de um namoradinho.
As pessoas vão chegando, sentando-se na assistência, chegam contando suas vidas, suas histórias,seus problemas e sempre está ali um espírito amigo para lhe dar uma boa palavra, um aconselhamento, uma luz, mas muitas dessas pessoas após conseguirem o que querem simplesmente desaparecem, estranho isso, vocês não acham?
Outra pergunta: Tudo então é um jogo de interesses?

"A senhora ‘’X’’ entrou em nosso  terreiro sendo atendida por  Pai Joaquim, totalmente desesperada, cheia de problemas financeiros e conjugais.
A sra “X” passou por tratamentos espirituais, limpezas,descarregos e sua vida começou a melhorar.

Meu deus! como esta senhora era prestimosa e atenciosa, sempre levava um maçinho de velas para as entidades,mas a Sra “X”  ficou bem, conseguiu um emprego novo, seu marido antes agressivo e violento, estava amoroso,atencioso e tudo caminhava bem, mas aos poucos a Sra “X” foi se esquecendo de seus amigos espirituais que tanto á ajudaram e lhe eram  antes, tão queridos, foi se afastando e do nada já não víamos mais a Sra “X”. Que bom para ela, o terreiro e as entidades já não eram mais necessários em sua vida...

Meu Médium, Sr ‘’Y” era um médium que não poderia ser considerado nota 10, sempre chegava atrasado, atrasava os outros irmãos nas obrigações.
Banho de defesa e limpeza para o Sr “Y” era totalmente desnecessário,fora a preguiça de ajudar nas tarefas da casa , nem pensar...
Mas o Sr “Y” começou a ter problemas, perdeu seu emprego, sua esposa pediu separação devido as suas irresponsabilidades e o Sr “Y” começou a adoecer. Coitado dele, sua vida virou pelo avesso...
Depois de alguns cultos, ele chegou na gira, com sua roupa  tão branca e limpinha,que chegava agredir os olhos, flores lindas  e fresquinhas no altar,tive que perguntar: quem trouxe essas flores?, e  o Sr “Y” logo se apresenta fui eu Pai Mario, trouxe para agradar aos orixás e minhas entidades, detalhe,ele havia tomado seus banhos de ervas e chegou pontualmente na hora da doutrina.
“NOSSA COMO O SR ‘’Y’’ MUDOU, NÃO É MESMO?

Pois é pessoal, a impressão que me passa é exatamente isso, que nossas casas espirituais estão virando um jogo de interesses, um jogo de toma lá da cá, uma infinita barganha de tudo que é jeito.


Já cansei de ouvir frases assim: Saí do terreiro, lá minha vida não anda...,este tipo de frase sempre vem de pessoas que vão nas casas espirituais e terreiros, no intuito de resolver seus problemas como num passe de mágica como se as entidades tivessem por obrigação serem suas tábuas de salvação.

Existem médiuns por aí que nunca levaram nada para o terreiro sem ser pedido, ai a corda aperta no pescoço e  eles querem dar o mundo e o fundo como se quisessem comprar o afeto e a proteção das entidades, como se as entidades não vissem suas verdadeiras intenções por trás deste comportamento mentiroso.

As pessoas não sabem ou se esquecem que quando estão ali diante do médium incorporado com seu guia, estão lidando com espíritos, acham-se no poder de ludibriar a entidade ali presente como se ela não enxergasse suas verdadeiras intenções.

E que pouca fé é esta, que só se tem quando se precisa do amparo espiritual?
Alimentam pensamentos como:Não estou precisando de nada, para que eu vou levar uma flor, ou uma vela para altar?, vou tomar meus banhos, “Não estou precisando de nada”, para que eu vou no terreiro?, eu tô bem,neste sábado não preciso ir lá...isso é no mínimo vergonhoso...

Mas como  diz o velho e sábio ditado:”Dor de barriga, nunca dá uma vez só... e como tantos casos que vemos por aí, acabam se perdendo pelos caminhos da vida e muitas vezes aprendem da pior forma que religião, espiritualidade não pode ser vista como jogo de interesses.

Perdi a conta de ver “desgostosos” dirigentes espirituais dizerem: "...sabe aquele ali, está aqui simplesmente para conseguir algo e quando ele conseguir, não virá mais e sabe aquele outro ali,se ele não conseguir o que quer, também não virá mais...
 Terreiro meus queridos (as), virou sim,um jogo de interesses, não se engane com sorrisos fáceis, muita gente só pensa em si.
São pouquíssimos que após conseguirem as melhoras que pediram ,pensam em retribuir,frequentar e se doar, ajudando outras pessoas, de jeito nenhum, pensam apenas em sí mesmos...


Tem médiuns que só ligam para seus dirigentes ,quando estão precisando de alguma coisa...é fato!, triste né..
Ai vem com a mesma fala,a mesma conversa de sempre: olha pai, olha mãe não quero te trazer dor de cabeça,nem problemas, mas preciso tanto que você me ajude em tal coisa...
Ai o pai ou a mãe vai e tenta ajudar da melhor forma possível e dentro de seu alcance...melhorou, não lembra nem que o pai e a mãe existe, e se o dirigente se negar e dizer um “não”,já não presta mais...

Como as pessoas fazem tudo errado, como as pessoas são interesseiras, como são vendidas e compradas fácilmente,como sempre alerto á todos:Os marmoteiros adoram e agradecem estes comportamentos,, adoram tirar dinheiro desses tolos.

Depois de presenciar todo este cenário em torno de nossos terreiros,fica a minha pergunta:será que nossos guias e mentores são tão bobinhos ao ponto de não saberem que estão tentando os enganar?


Vale a reflexão...

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TUOD Tenda de Umbanda Ogum Delê

terça-feira, 8 de abril de 2014

QUE TIPO DE UMBANDISTA VOCÊ É?


Dentro dos milhões de terreiros espalhados por esse país e pelo mundo, podemos encontrar casas cheias de “médiuns”, todos, ou quase todos, presentes no dia de sessão, á fim de cumprir, por mais uma vez sua missão,entretanto, podemos identificar facilmente dois grandes grupos de umbandistas: O Umbandista Verdadeiro e O Umbandista de fim de semana.
 Apesar de ser impossível verificar apenas na aparência em qual grupo determinado médium se encontra, as atitudes, os pensamentos, a preparação do adepto,seu excesso de dificuldades,sua pouca vontade de interagir com a casa, deixa claro sua classificação, essa classificação deve ser feita intimamente por cada um que se diz “Umbandista”, colocando em uma balança (imparcial,de preferência) seus atos,atitudes e comportamento.
Mas, genericamente, podemos defini-los dessa forma: O UMBANDISTA VERDADEIRO, não deixa de ser umbandista quando os atabaques do terreiro silenciam, ele continua vivenciando sua religião mesmo fora do terreiro, pois sabe que é aqui fora que se deve por em prática todos os ensinamentos dados pelo guia chefe e por tudo que aprende dentro da doutrina.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA, além de reclamar da duração do gira ou culto, pois é cansativo ficar em pé algumas horas a cada semana,(pois ficam escorados pelas paredes) e é mais cansativo ainda ter que ficar batendo palmas,durante o trabalho,ele(a) deixa de ser umbandista com o término dos trabalhos,não vê a hora de ir embora e voltar para sua rotina habitual e quando indagado sobre sua religião, tem vergonha de se assumir, esconde, mente ser de outra, e não faz questão nenhuma de pôr em prática aquilo que aprendeu ou viu dentro do terreiro.
O UMBANDISTA VERDADEIRO é aquele que se orgulha de sua religião, não teme assumi-la publicamente,divulga-a sem preconceitos, ajuda sempre aquele que precisa, é aquele médium interessado, que sempre busca aprender mais, questionar mais,participar mais,cambonear mais, buscando compreender melhor como funciona sua religião e a espiritualidade e principalmente,como são as entranhas da casa que frequenta.
O UMBANDISTA VERDADEIRO tem amor à sua casa religiosa,zela por ela, pois entende que é nesse solo sagrado que seus orixás e seus guias se manifestam,em muitos casos ,pela primeira vez em suas vidas... além de ser uma escola onde desenvolve sua mediunidade e aperfeiçoa sua moral, busca auxiliar em tudo que precisa, tem zêlo, tem capricho,não se importa com o trabalho dado e está sempre disposto á ajudar (sem que seja preciso ficar pedindo)

 O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA lembra-se de seu terreiro apenas nos dias de sessões,jamais preocupa-se com seu Pai/Mãe de santo e nem se preocupa se tudo está em ordem,se está tudo limpo ou se a casa encontra-se em bom estado, pois, apenas quer “ficar” aquelas horas ali,utilizar a espiritualidade e ir embora,pensando sempre nos “programas de sábado á noite” que terá após o culto.
O UMBANDISTA VERDADEIRO conta os dias e as horas para que chegue o próximo gira,  programa sua vida incluindo os dias de trabalho, para que nenhum evento ocorra nesse dia, pois, trata-se de um dia sagrado, e quando chega o dia, o umbandista verdadeiro desde o momento em que acorda, já está em sintonia com o astral superior, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e fumo e fazendo seu banho de descarga, pois sabe que os irmãos espirituais já estão agindo em seu terreiro e em sua matéria.
Precisa estar bem, para socorrer aqueles consulentes que lá estarão precisando de auxílio.
O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA quando nota que chegou o fim de semana e sabe que terá que ir prá sessão, já faz cara feia e pensa “não acredito, isso de novo! Nem deu para descansar”. Qualquer motivo é motivo para não ir ao terreiro, se o tempo está frio, chuvoso ou muito quente, não vai, se “não está afim” arruma qualquer desculpa e não vai, se espirrar, se pegar uma gripe ou resfriado leve, também não vai, e esquece-se, que muitos irmãos doentes procuram nossas casas em busca de alívio para seus males.
Qual seria a lógica de um filho de fé não ir, se seria essa a oportunidade de encontrar sua cura? O umbandista de fim de semana no dia de sessão age como se fosse mais um dia comum. Cultiva vícios, más palavras, más atitudes e intrigas, não tem noção de que a espiritualidade já está agindo desde as primeiras horas do dia do culto e que seu comportamento prejudica seriamente seu desenvolvimento.
O UMBANDISTA VERDADEIRO realmente acredita naquilo que professa,sabe que a espiritualidade está em todos os lugares e tudo que faz, faz com fé e amor, pois tem a certeza que os espíritos estão ali e irão, de alguma forma, auxiliá-lo, mesmo não sendo da maneira que ele esperava, não se desespera com as provações, com os contratempos, com as peripécias da vida, pois sabe que é nos momentos difíceis que realmente somos lapidados.
O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA duvida do que professa, não tem certeza das manifestações, é aquele que acredita que sendo umbandista, nunca mais terá problema de saúde, que nunca mais terá problemas financeiros nem amorosos e por sequencia está sempre cheio de dúvidas acerca de sua mediunidade e da casa que frequenta.
Quando tais problemas aparecem, revolta-se e mais uma vez põe em dúvida sua religião, é aquele que acredita serem as entidades verdadeiros “mágicos”, que tudo que ele pedir e quiser, elas terão que dar, acredita que não haverá mais contratempo e que não passará por provações, pois as “entidades não vão deixar ele sofrer”,sempre reclama de ser convocado para qualquer evento e sempre fica dizendo pelas costas da zeladoria:''Será que pensam que eu não tenho vida lá fora?,como se nós zeladores(as) não merecemos ter também nossa vida particular né?
E você meu irmão(ã) de fé,Meu filho(a),meu amigo(a)? Em qual grupo de umbandista está? Se está na dos umbandistas verdadeiros, parabéns, continue buscando o aperfeiçoamento de sua fé e cumprindo sua missão, mas, se você está no grupo dos umbandistas de fim de semana, é sinal que algo em sua vida está errado.
Ainda é tempo de mudar! Aproveite essa oportunidade, pois o Reino de Oxalá é grandioso e iluminado, mas temos que merecer estar lá, todos podem lá chegar, desde que façam sua “reforma íntima”, mudando a maneira de agir e de pensar, confiando mais naquilo que professam e cultuam, cultivando as coisas positivas, buscando a elevação e entendendo que a umbanda é a oportunidade que Zâmbi nos deu para corrigir nossos defeitos, livrar-nos de nossos vícios e alcançar o progresso espiritual.


Reflitam sobre isso...

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