quarta-feira, 18 de julho de 2012
MEU AMIGO ZÉ PELINTRA...
Zé Pelintra, tem como característica principal, a malandragem, o amor pela noite. Tem uma grande atração pelas mulheres, principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, além de outras características que marcam a figura do malandro. Isso quer dizer que em vários lugares, de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; No Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro. Isso bem explicado.tudo isto compõe esta maravilhosa entidade: " SEU ZÉ "
Eu particularmente trabalho com este grande amigo em uma das suas mais bonitas facetas: como médico e curador,sempre me ensinando coisas boas dentro do meu aprendizado dentro da umbanda
Nascido no interior de Pernambuco, era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito. Os policiais já sabiam do perigo que ele representava. Dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam.
Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bom, principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas.
Sua vida era a noite, sua alegria as cartas, os dadinhos a bebida, a farra, as mulheres e por que não, as brigas. Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos, a estes sempre dispensava, mandava-os embora, mesmo que precisasse dar uns cascudos neles. Mas ao contrário, aos falsos espertos, aos que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados, a estes enganava o quanto podia e os considerava verdadeiros otários. Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito incialmente, quando as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente ao final das partidas.
Esta entidade anda pelo mundo todo, suas manifestações apresentam-se em todos os cantos da terra.
A pouco teve-se notícia pelos diários, de uma médium que o incorporava nos Estados Unidos .
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam, vestem-se a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que a seda, a navalha não corta. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem: Maria Navalha é um bom exemplo. Manifestam-se como características semelhantes aos malandros, dançam, sambam, bebem e fumam da mesma maneira. Apesar do aspecto rude, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores, principalmente as rosas vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu, Zé Pelintra não é Exu. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e se parecem com eles.
Ah! Seu Zé, que felicidade tenho em conhecê-lo, quanto já me ensinaste, quanto já me ajudaste! Sua força reside na amizade que dissemina, na camaradagem que lhe é peculiar, na força espiritual que possui! Possa permitir Deus, meu amigo, que possas sempre estar fortalecido no trabalho da caridade e que cada vez mais, sua evolução espiritual ascenda, e assim sendo, auxilie cada vez mais a todos que lhe procuram!
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Eu particularmente trabalho com este grande amigo em uma das suas mais bonitas facetas: como médico e curador,sempre me ensinando coisas boas dentro do meu aprendizado dentro da umbanda
Nascido no interior de Pernambuco, era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito. Os policiais já sabiam do perigo que ele representava. Dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam.
Esta entidade anda pelo mundo todo, suas manifestações apresentam-se em todos os cantos da terra.

No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam, vestem-se a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que a seda, a navalha não corta. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem: Maria Navalha é um bom exemplo. Manifestam-se como características semelhantes aos malandros, dançam, sambam, bebem e fumam da mesma maneira. Apesar do aspecto rude, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores, principalmente as rosas vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu, Zé Pelintra não é Exu. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e se parecem com eles.
Ah! Seu Zé, que felicidade tenho em conhecê-lo, quanto já me ensinaste, quanto já me ajudaste! Sua força reside na amizade que dissemina, na camaradagem que lhe é peculiar, na força espiritual que possui! Possa permitir Deus, meu amigo, que possas sempre estar fortalecido no trabalho da caridade e que cada vez mais, sua evolução espiritual ascenda, e assim sendo, auxilie cada vez mais a todos que lhe procuram!
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TUOD Tenda de Umbanda Ogum Delê
ATÉ QUANDO VAI SER ASSIM E NINGUÉM FAZ NADA...
Eu acho que toda a comunidade umbandista deveria se rebelar e discordar do fato lamentável ocorrido nesta semana e tentar ,através de todas as formas legais punir o posicionamento tomado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) no programa Exército Universal, exibido pela Rede Record e pela IURD TV,e divulgado na internet em 07/06/2012, no qual um vídeo de palestra ministrada por Rodrigo Queiroz sacerdote de Umbanda na cidade de Bauru (SP) gravado no ICA – Templo em 05/02/2010 (integrante da série Gira Aberta, produzida pela TV Umbanda Sagrada)foi utilizado sem prévia autorização,para agredir, ofender e desmoralizar a Umbanda,bem como outras religiões de matriz africana, seus seguidores, suas entidades sagradas e seus sacerdotes, novamente inferiorizando toda nossa grande familia de santo.
O fato ocorreu uma semana depois que pessoas invadiram terreiros em Brejo da Madre de Deus, no Agreste, após o assassinato de uma criança, segundo a polícia, a mando de um pai de santo. Pesquisadores dizem que essas religiões não realizam sacrifício de humanos.
Uma vez que não só a utilização deste material sem autorização, mas sobretudo o preconceito, perseguição e intolerância religiosa são crimes previstos em lei, temos que difundir este video entre nós, divulgado ao vivo em rede nacional, para que esta casa e este sacerdote consiga dentro da lei se defender.
“Nós aqui na TUOD lutamos para engrandecer a bandeira da Umbanda há 15 anos e estamos por todo este período desenvolvendo um trabalho sólido, e não é de hoje que estamos estafados da truculência, dos crimes e da incitação ao ódio preconizados pela IURD. Sabemos que sempre seremos alvo destes depreciadores, mas nem por isso ficaremos em silêncio”
Peço para toda a comunidade umbandista para que este fato não fique oculto, peço o apoio da mídia, parceiros, irmãos de fé e de toda a socieade na divulgação deste ocorrido. O trecho do programa exibido pela IURD TV pode ser acessado em http://www.youtube.com/watch?v=lnPlkZFM9Q4&feature=player_embedded;
Se não fisermos nada,cada vez mais vamos ser humilhados,denegridos por estes fanáticos que acham que só o deus deles é bom.
Não bastasse isso,também esta semana centenas de evangélicos com faixas e gritando palavras de ordem realizaram protesto em frente a um terreiro de matriz africana e afro-brasileira – candomblé, umbanda e jurema. As imagens poderiam ser de um filme sobre a Idade Média. No entanto, foram registradas no domingo, no Varadouro, em Olinda, Grande Recife. As cenas de intolerância religiosa circularam ontem nas redes sociais e provocaram a revolta de milhares de internautas.
As imagens foram captadas pelo filósofo e babalorixá Érico Lustosa, vizinho do terreiro alvo dos ataques. Segundo ele, por pouco os evangélicos não invadiram o espaço. “Eles gritavam ‘Sai daí, satanás’ e forçaram o portão. Foi aí que me coloquei em frente ao portão e meu filho começou a gravar. Um deles gritou para a gente tomar cuidado, que ele era evangélico mas era também um ex-matador”, relembrou.
Com a repercussão nas redes sociais – o vídeo teve mais de 1,5 mil compartilhamentos no Facebook e cerca de 400 visualizações no YouTube em menos de 12 horas – representantes de dezenas de terreiros se reuniram, ontem à tarde, no Palácio de Iemanjá, no Alto da Sé, em Olinda.
No encontro foram discutidas propostas para coibir a intolerância religiosa. Entre elas a de ser registrado um boletim de ocorrência coletivo para denunciar o fato ocorrido no Varadouro.
Vejam o vídeo abaixo:
quarta-feira, 11 de julho de 2012
FALADORES DE PLANTÃO
Era dia de gira. O terreiro já estava todo limpo e preparado, os médiuns responsáveis pela limpeza daquele dia conversavam alegremente.
O dirigente e os médiuns mais velhos já haviam feito todas as firmezas e podiam agora se juntar aos demais médiuns para um entrosamento maior.
O ambiente era tranqüilo e feliz.
Duas horas antes do início efetivo da sessão começaram a chegar os demais médiuns pertencentes a casa, uns mais efusivos que outros como ocorre em todo grupo, todos se cumprimentam alegremente.
Faltando uma hora para o início dos trabalhos é iniciada a doutrina destinada a assistência e médiuns.
Com a doutrina já quase no fim, eis que chega uma das médiuns novas da casa, com pouco mais de três meses na casa.
Entra quieta e apressada, cumprimenta os irmãos de corrente com um “Oi” geral, um sorriso amarelo e vai direto trocar de roupa. Alguns médiuns se entreolham sem saber o porque daquela irmã nunca se entrosar com eles.
Chega sempre em cima da hora da sessão, nunca se oferece para ajudar na faxina do terreiro e nem participa das obras assistenciais. Mesmo em trabalhos internos, entra muda e sai calada.
Essa atitude dela vem já causando algum desconforto entre alguns médiuns, que resolvem, com a “melhor das boas intenções” perguntar á mim, faltando menos de 15 minutos para o início da sessão, se eu sei o porque desse “descaso” para com os irmãos e para com a própria Casa.
Como adoro gente curiosa respondo para que deixem a novata em paz...pois ela tem compromissos previamente assumidos que a impedem de estar mais tempo junto de nós. Isso não significa que ela não gosta da Casa ou de nós e lhes pergunto porque não tentam colocá-la mais a vontade em nossa Casa?
Mas médium antigo é mais curioso... e um deles dispara:
- Mas Pai, nem quando ela chega aqui ela fala com a gente direito... Entra muda e sai calada. Assim fica difícil fazer amizade com ela,quando lhe pergunto se já lhe passou pela cabeça que a sua forma de aproximação poderia assustá-la ou afastá-la?
Este médium vai para dentro do terreiro determinado a descobrir os “tais compromissos” e se a nova médium realmente era tímida ou antipática. Afinal, ele trabalhava tanto, fazia tanto pela Casa limpava, fazia faxina, chegava cedo no terreiro, participava das aulas, doutrinas, sessões de desenvolvimento... e tinha o mesmo tratamento que a novata? Recebia de mim o mesmo sorriso, a mesma atenção... Não achava justo isso. Ia dar um jeito de mostrar para mim que eu estava sendo condescendente demais com aquela médium tão inexpressiva e indisciplinada.
Começa a sessão... os trabalhos transcorrem normalmente e a novata incorpora pela primeira vez o seu Caboclo... e diz ao Caboclo Sete flechas: esse Caboclo tá muito satisfeito com o que seu aparelho vem fazendo com minha filha. Ela precisa de muita orientação e amparo. Não permita que turvem os olhos e o coração do seu aparelho com maledicências...
Quando meu caboclo responde:Pode ficar tranqüilo. Meu aparelho já sabe.
O dirigente e os médiuns mais velhos já haviam feito todas as firmezas e podiam agora se juntar aos demais médiuns para um entrosamento maior.
O ambiente era tranqüilo e feliz.
Duas horas antes do início efetivo da sessão começaram a chegar os demais médiuns pertencentes a casa, uns mais efusivos que outros como ocorre em todo grupo, todos se cumprimentam alegremente.
Faltando uma hora para o início dos trabalhos é iniciada a doutrina destinada a assistência e médiuns.
Com a doutrina já quase no fim, eis que chega uma das médiuns novas da casa, com pouco mais de três meses na casa.
Entra quieta e apressada, cumprimenta os irmãos de corrente com um “Oi” geral, um sorriso amarelo e vai direto trocar de roupa. Alguns médiuns se entreolham sem saber o porque daquela irmã nunca se entrosar com eles.
Chega sempre em cima da hora da sessão, nunca se oferece para ajudar na faxina do terreiro e nem participa das obras assistenciais. Mesmo em trabalhos internos, entra muda e sai calada.
Essa atitude dela vem já causando algum desconforto entre alguns médiuns, que resolvem, com a “melhor das boas intenções” perguntar á mim, faltando menos de 15 minutos para o início da sessão, se eu sei o porque desse “descaso” para com os irmãos e para com a própria Casa.
Como adoro gente curiosa respondo para que deixem a novata em paz...pois ela tem compromissos previamente assumidos que a impedem de estar mais tempo junto de nós. Isso não significa que ela não gosta da Casa ou de nós e lhes pergunto porque não tentam colocá-la mais a vontade em nossa Casa?
Mas médium antigo é mais curioso... e um deles dispara:
- Mas Pai, nem quando ela chega aqui ela fala com a gente direito... Entra muda e sai calada. Assim fica difícil fazer amizade com ela,quando lhe pergunto se já lhe passou pela cabeça que a sua forma de aproximação poderia assustá-la ou afastá-la?
Este médium vai para dentro do terreiro determinado a descobrir os “tais compromissos” e se a nova médium realmente era tímida ou antipática. Afinal, ele trabalhava tanto, fazia tanto pela Casa limpava, fazia faxina, chegava cedo no terreiro, participava das aulas, doutrinas, sessões de desenvolvimento... e tinha o mesmo tratamento que a novata? Recebia de mim o mesmo sorriso, a mesma atenção... Não achava justo isso. Ia dar um jeito de mostrar para mim que eu estava sendo condescendente demais com aquela médium tão inexpressiva e indisciplinada.
Começa a sessão... os trabalhos transcorrem normalmente e a novata incorpora pela primeira vez o seu Caboclo... e diz ao Caboclo Sete flechas: esse Caboclo tá muito satisfeito com o que seu aparelho vem fazendo com minha filha. Ela precisa de muita orientação e amparo. Não permita que turvem os olhos e o coração do seu aparelho com maledicências...
Quando meu caboclo responde:Pode ficar tranqüilo. Meu aparelho já sabe.
Ao ver que a novata havia incorporado, aquele médium mais velho sente aumentar ainda mais a sua
inveja... e pensa “Agora que ela vai ter mais atenção mesmo... se sem incorporar
nada já recebia atenção... agora então...
A sua ansiedade não permitiu que ele mesmo incorporasse seu enviado de Oxóssi. Desequilibrou-se e acabou ficando sem receber as irradiações maravilhosas de seu guia, que tenta exaustivamente chamá-lo a razão, dizendo a seu ouvido:
Meu filho, reflita no real motivo que se empenha tanto em ajudar na Casa. É por humildade ou para “aparecer”. O pai tem que zelar por todos igualmente e é óbvio que irá se preocupar com os que mais necessitam. Abranda o teu coração e sossega teu pensamento para que possa fazer o que devia ser o teu primeiro objetivo aqui... praticar a caridade servindo de aparelho para mim e a tua Banda toda...
Mas nada... o médium mais velho não lhe dava ouvidos. A corrente da Casa já havia anulado a ação dos espíritos trevosos que circundavam o terreiro, mas eles encontravam dificuldade em afastar alguns pois estavam encontrando ressonância de sentimentos no médium mais velho que estava com a “guarda aberta”.
O Caboclo Sete flechas, foi avisado pelos guardiões o que estava se passando. Ele olhou para o médium mais velho que de tão cego que estava não percebeu o olhar do Caboclo. O sêo sete flechas avançou em direção áo médium que cantava pontos sem prestar a menor atenção ao que estava acontecendo a sua volta, pois o seu olhar estava fixo sobre a novata incorporada. Quando deu por conta, sêo sete flechas estava na sua frente... e falou:
- Muleque presta atenção na gira e não em médium. Presta atenção ao seu guia, ele está do seu lado! sempre! Ele tem compromisso com você e com a casa. Você é que está preocupado com coisa que não é para se preocupar e nem saber. Coisa que não deveria ser do seu interesse. Cuida do teu e do que veio fazer aqui!
Este médium fecha os olhos e balança suavemente para frente e para trás... o Sêo sete flechas dá o seu brado e o Caboclo daquele médium se apresenta
Os dois conversam. O sêo sete flechas pede para que este seja enérgico com seu médium, que o oriente a deixar os assuntos que não sejam de sua alçada fora de seus pensamentos. Que não seja intransigente com os irmãos, que controle a sua curiosidade e julgue menos. Que veja todos os irmãos iguais e que se conscientize do seu papel dentro do terreiro e dentro da Umbanda.
O Caboclo do médium promete que irá continuar trabalhando mas que seu médium tem o seu livre arbítrio e pede ajuda nessa tarefa,quando chega o momento do passes e o trabalho transcorre com tranqüilidade.
Ao término da sessão a novata é só sorrisos. Feliz por haver incorporado pela primeira vez o seu Caboclo, quase corre para perto de mim e me abraça agradecida.
Pai, obrigada! As suas palavras ontem me deram novo incentivo, nova vida. Renovaram o meu desejo de crescer, estudar, evoluir. Fiz tudo direitinho conforme a senhora orientou e hoje vi que não estou louca... Cheguei aqui hoje ainda com um pouco de medo. Mas... Ele existe mesmo e a sensação é maravilhosa. Aqui é a minha Casa por que é a Casa Dele. Além do mais, hoje quando fui fazer a entrevista de emprego, me saí tão bem que já começo a trabalhar na segunda-feira e terei mais tempo para me dedicar ao Centro e aos estudos da espiritualidade.
Todos nós passamos por isso, sentimos esse medo, essa insegurança... só que alguns esquecem que um dia foram inseguros e tiveram seus problemas também.neste momento a novata diz ao médium mais velho:gostaria muito de ajudar na limpeza de nosso terreiro e em todas as tarefas disponíveis, agora que arrumei outro emprego e não trabalho mais em dia de sessão. Como posso fazer? Falo com quem? Você sempre foi tão prestativo e atencioso comigo... pode me ajudar?
Felizmente a excitação da novata não permitiu que ela percebesse o quão desconcertado e envergonhado o médium mais velho estava, pois ele ouvira na íntegra a conversa entre o seu Caboclo e o sêo sete flechas e agora ouvia aquilo...
Acho que sorri. Mais uma lição havia sido aprendida por aquele filho tão querido. Me volto para o Congá e me alegro ao olhar a imagem de meu Caboclo e em pensamento digo: “Obrigado Pai! Obrigado Umbanda pela oportunidade do aprendizado constante!”
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A sua ansiedade não permitiu que ele mesmo incorporasse seu enviado de Oxóssi. Desequilibrou-se e acabou ficando sem receber as irradiações maravilhosas de seu guia, que tenta exaustivamente chamá-lo a razão, dizendo a seu ouvido:
Meu filho, reflita no real motivo que se empenha tanto em ajudar na Casa. É por humildade ou para “aparecer”. O pai tem que zelar por todos igualmente e é óbvio que irá se preocupar com os que mais necessitam. Abranda o teu coração e sossega teu pensamento para que possa fazer o que devia ser o teu primeiro objetivo aqui... praticar a caridade servindo de aparelho para mim e a tua Banda toda...
Mas nada... o médium mais velho não lhe dava ouvidos. A corrente da Casa já havia anulado a ação dos espíritos trevosos que circundavam o terreiro, mas eles encontravam dificuldade em afastar alguns pois estavam encontrando ressonância de sentimentos no médium mais velho que estava com a “guarda aberta”.
O Caboclo Sete flechas, foi avisado pelos guardiões o que estava se passando. Ele olhou para o médium mais velho que de tão cego que estava não percebeu o olhar do Caboclo. O sêo sete flechas avançou em direção áo médium que cantava pontos sem prestar a menor atenção ao que estava acontecendo a sua volta, pois o seu olhar estava fixo sobre a novata incorporada. Quando deu por conta, sêo sete flechas estava na sua frente... e falou:
- Muleque presta atenção na gira e não em médium. Presta atenção ao seu guia, ele está do seu lado! sempre! Ele tem compromisso com você e com a casa. Você é que está preocupado com coisa que não é para se preocupar e nem saber. Coisa que não deveria ser do seu interesse. Cuida do teu e do que veio fazer aqui!
Este médium fecha os olhos e balança suavemente para frente e para trás... o Sêo sete flechas dá o seu brado e o Caboclo daquele médium se apresenta
Os dois conversam. O sêo sete flechas pede para que este seja enérgico com seu médium, que o oriente a deixar os assuntos que não sejam de sua alçada fora de seus pensamentos. Que não seja intransigente com os irmãos, que controle a sua curiosidade e julgue menos. Que veja todos os irmãos iguais e que se conscientize do seu papel dentro do terreiro e dentro da Umbanda.
O Caboclo do médium promete que irá continuar trabalhando mas que seu médium tem o seu livre arbítrio e pede ajuda nessa tarefa,quando chega o momento do passes e o trabalho transcorre com tranqüilidade.
Ao término da sessão a novata é só sorrisos. Feliz por haver incorporado pela primeira vez o seu Caboclo, quase corre para perto de mim e me abraça agradecida.
Pai, obrigada! As suas palavras ontem me deram novo incentivo, nova vida. Renovaram o meu desejo de crescer, estudar, evoluir. Fiz tudo direitinho conforme a senhora orientou e hoje vi que não estou louca... Cheguei aqui hoje ainda com um pouco de medo. Mas... Ele existe mesmo e a sensação é maravilhosa. Aqui é a minha Casa por que é a Casa Dele. Além do mais, hoje quando fui fazer a entrevista de emprego, me saí tão bem que já começo a trabalhar na segunda-feira e terei mais tempo para me dedicar ao Centro e aos estudos da espiritualidade.
Todos nós passamos por isso, sentimos esse medo, essa insegurança... só que alguns esquecem que um dia foram inseguros e tiveram seus problemas também.neste momento a novata diz ao médium mais velho:gostaria muito de ajudar na limpeza de nosso terreiro e em todas as tarefas disponíveis, agora que arrumei outro emprego e não trabalho mais em dia de sessão. Como posso fazer? Falo com quem? Você sempre foi tão prestativo e atencioso comigo... pode me ajudar?
Felizmente a excitação da novata não permitiu que ela percebesse o quão desconcertado e envergonhado o médium mais velho estava, pois ele ouvira na íntegra a conversa entre o seu Caboclo e o sêo sete flechas e agora ouvia aquilo...
Acho que sorri. Mais uma lição havia sido aprendida por aquele filho tão querido. Me volto para o Congá e me alegro ao olhar a imagem de meu Caboclo e em pensamento digo: “Obrigado Pai! Obrigado Umbanda pela oportunidade do aprendizado constante!”
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