segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SÃO TANTAS MUDANÇAS NÉ?

Às vezes,em conversa alguém me pergunta  se a umbanda mudou ou está mudando e eu tenho uma opinião muito formada sobre este questionamento,vejo inúmeras adulterações em nossos fundamentos,vejo modificações naquilo que jamais poderia se modificar,bem,vou deixar minha opinião sobre as tais mudanças

Estão ocorrendo? Sim! Mas em qual momento que a UMBANDA não teve mudanças, vejam bem, a UMBANDA ANUNCIADA pelo CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS não tinha nenhum elemento de culto de Nação, correto? Logo o culto que os adeptos das misturam cultuam é uma mudança da Umbanda anunciada em 1908 e nela o próprio caboclo pediu que estudassem o espiritismo, pois queiramos ou não, contem não tudo, mas uma grande parte do que temos que aprender e desenvolvimento do trato com os espíritos. 

Com a dissiminação do culto de Umbanda, muita coisa foi adaptada de região para região e recebeu diversas influencias de cada local, por exemplo, do catimbó de onde vieram ZE PELINTRA e a linha de malandros, aí também houve outra mudança, bem como houve influencia do Candomblé e os cultos de nação e do Esoterismo.

E mais atualmente, há a influencia e grande divulgação da Umbanda preconizada por Rubens Sarraceni, que queiramos ou não tem tomando conta exatamente pelos tais "cursos" ensinados e tem inclusões até discutiveis na relação de "tronos" por ele ensinada.

Estão tendo mudanças? Sim estão, na mesma velocidade que a umbanda  vem crescendo novamente, principalmente entre os jovens. Será que ruim? Não sei, mas tenho medo.

Porém, entendo que fora o culto que seja feito, com influencia de nação ou com 14 Orixás, ou com 7, ou com trabalho de Exu, sem trabalho de exu, não sei, o que importa é que nenhuma destas mudanças  deve tirar o principio básico da UMBANDA que é o trabalho dos espíritos na prática da caridade, Caso os terreiros trabalhem sem cobrar, desfazendo trabalhos e amparando , ensinando e ajudando  no autoconhecimento e desenvolvimento moral do individuo, entendo que é válido.

Eu sou a favor de uma Umbanda mais simples, menos engessada em seus ensinamentos, sou a favor também do estudo das obras espiritas, pois trazem uma boa base que com discernimento pode ajudar e muito na umbanda. Sou a favor de entender a umbanda como a maneira mas natural de cultuar a Deus que é através dos elementos da natureza, sem tronos, sem cortes, sem tantas outras coisas, mas é a minha maneira de ver... Sou a favor da simplicidade do uniforme branco, do pé no chão, do puro,do simples que ensina muito mais que mil métodos existentes.

Uma pena é que hoje muitos PDS e ou MDS estão mais preocupados(as) em aprender em CURSOS e MÉTODOS o que deveria ser aprendido com a espiritualidade, em sentando e ouvir o que tem a dizer uma entidade, um caboclo, um preto velho, verdadeiros sábios e professores. Os cursos tem a vantagem de propagar? sim, tem, mas sinceramente não sei se é o melhor pra nossa Umbanda.

Eu não vejo as mudanças com bons olhos, estava discutindo sobre isso no final de semana aqui em casa,

Não discrimino culto que seja diferente do meu, mas se as mudanças alteram os fundamentos iniciais da casa com certeza tem algo que não encaixa. Vejo muita novidade apenas para trazer mais assistência para os trabalhos. Ou em casos piores, acrescenta "novidades" porque outros estão fazendo.

Como estava comentando aqui , a umbanda vista de uma forma bem simples é uma receita de bolo, tem ingredientes que não podem ser substituidos nem alterados, e tem ingredientes que se acrescentar vai melhorar a receita original, só que se for acrescentando um pouco de tudo o resultado final provavelmente não será um bolo.

Já vi caso do terreiro mudar totalmente o jeito de trabalhar porque o PDS fez um curso e descobriu que seu terreiro estava trabalhando "errado", se eu fosse o PDS o dia em que algum curso ou algum livro de umbanda conseguisse provar que estou trabalhando do modo errado eu simplesmente fecharia a casa e mudava de religião.
 As alterações podem ser propostas pelos Mentores da Casa, uma adaptação ou resposta às demandas dos consulentes, ou implementação dos dirigentes materiais.  Os tempos são chegados e acontece que tem muita  informação surgindo, de todos os cantos.  O público que hoje procura os Terreiros de Umbanda é muito diversificado.  Não são mais, somente, aquele público carente com sofrimentos e necessidades humanas  básicas que conheci no início da minha jornada.  Tem procurado os Terreiros pessoas das mais diversas classes sociais e com problemáticas diversas.  Não é que seja contra a adaptações e mudanças, desde que sejam para diminuir os sofrimentos humanos e que sejam caritativas(sem nenhum vínculo pecuniário), sou a favor sim.

Então, a gente precisa estar aberto a mudanças sim, mas devemos ter cuidado para não perdermos a identidade e o caminho dos propósitos da Umbanda  É isso que eu penso, mas o assunto não está fechado e, respeito as opiniões contrárias.


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TUOD Tenda de Umbanda Ogum Delê


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